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riscos_e_rabiscos

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Só a Mim!

 

Mais uma aventura na cozinha se segue! Eu não como muito e nem o posso fazer mas também não posso simplesmente deixar de comer. Acho eu.

 

Na sexta-feira, morta de cansaço e de fome, devido ao trabalho extra que, diga-se de passagem, tem sido muito cansativo, mando as crianças descer para o refeitório para irem almoçar.

Respirei fundo, fui lavar as mãos, tratar de alguns assuntos pendentes e dirigi-me ao refeitório para ir buscar o meu almoço e refugiar-me na sala dos profes a almoçar.

Não é que não goste da companhia dos miúdos, mas também gosto de trocar impressões com os meus colegas e descansar um pouco a cabeça.

 

Tirei um tabuleiro, serviram-me um prato de comida - peru assado com fusili e eu odeio peru! Argh! - e como percebi logo que não era capaz de comer, queria uma tacinha de sopa.

Ancei a cirandar para trás e para a frente porque não consegui obter uma tacinha. Primeiro, porque não estava ninguém do outro lado do balcão para me dar uma; segund,o porque não se pode entrar na cozinha senão somos esquartejadas pela cozinheira; terceiro, as taças ficam escondidas atrás dos tabuleiros e da panela da sopa a ferver, o que torna impossível alcançá-las.

 

Como se estava a revelar uma missão impossível, resolvi pedir auxílio. Sabem a quem? À bruxa, quer dizer à cozinheira!

Toda delicodoce, perguntei à bruxa se me poderia dar uma tacinha.

é claro que levei logo com uma resposta torta a dizer que "não podia porque... blá, blá, blá". O resto eu não percebi pois ela virou-me as cosatas com medo que alguma tacinha lhe saltasse para as mãos e assim ma tivesse de entregar. Continuou a resmungar afocinhada no lava-loiças. O que vale é que chegou a S. para salvar a minha hora de almoço.

 

Resumindo: o meu almoço foi sopa e meia dúzia de fusilis. A maio da trade, durante as aulas, tinha o estômago num roncar escandaloso.

 

Se fossem vocês o que fariam?

 

 

Indignada!

 

Já todos sabem que eu gosto muito de ir tomar o meu (des)café pela manhã para ver se espevito os neurónios. É aquela ilusão de que ficamos mais dispertos e predispostos a trabalhar. O café até pode dar um choque de adrenalina mas o (des)café… é ilusão mesmo!!!

 

Sai de casa toda feliz e contente (?) em direcção ao café, ansiosa pelo precioso líquido castanho. Assim que chego à porta do café, levo logo com uma revoada de pombos em cima! ARGHHHH!

Vocês sabem que eu detesto pássaros, não sabem (apesar de não os poder ver doentes ou maltratados que morro do coração!)? Agora imaginem os efeitos de um esncontro destes logo pela manhã! Ia chocando com outras pessoas que vinham a sair do café e até me saiu um involuntário “porra para a porcaria dos pombos!!!”

 

Entrei e dirrigi-me ao balcão. Já é tradição. As brincadeiras do costume com os donos do café e aproveito para fazer queixas dos pombos, que não têm culpa de nada. Já explico porquê.

Bebi o meu (des)café, paguei e dirigi-me à porta. Passei-me! Chamei logo um dos donos do café! Então não é que agora há um velho e uma velha que andam a recolher o resto dos bolos que as pessoas deixam nos pratos para dar aos pombos?!?

Disse logo ao velhote “Oiça lá, não ponha isso aqui à porta que fica tudo um nojo (e fica!) e além disso vêm os pombos todos para a porta… Ponha isso afastado daqui!” O senhor J. também foi logo avisar que não queria aquilo ali.

Estão a ver o filme do Hitchcock intitulado “Os Pássaros!? Pois foi uma cena destas que eu vivi! Argh!

 

Indignação número dois: há um pitt bull lindo, branco e castanho, aqui no bairro de realojamento pertencente aos ciganos. Já há algum tempo que não o via. Hoje cruzei-me com ele e fiquei com o coração tamanho de uma ervilha. O cão está esquelético. Deve passar muita fome. Pensei logo que teria de fazer alguma coisa. Cheguei a casa e fui buscar uma caixinha com cereais do Bóbi para lhe dar.

Só vos digo que o cão é um amor e é mal empregado não ser estimado. Estive a dar-lhe cereais à mão e percebi que o cão é muito novo pois tem dentes de bebé… :/ O bichinho ficou tão contente e agradecido que se fartou de me dar beijinhos e pedir-me festinhas. Só me apeteceu trazê-lo para casa. Acabei por deixar a caixinha de cereais num cantinho e vir-me embora. O animal é muito meiguinho e brincalhão. É uma pena não ser tratado condignamente.

Que me aconselham a fazer? É uma pena este animal ser ensinado a ser mau para depois entrar em lutas de cães e ter um fim trágico. Aceito sugestões…